Inovação Aberta é a área com mais candidaturas apresentadas, no âmbito do SME Instrument (Horizon 2020)

01-07-2014 00:55

 

São já conhecidos os resultados do concurso aberto pela iniciativa SME Instrument (Instrumento PME), no âmbito do programa Horizon 2020, destinado a empresas individuais ou em consórcio (de pequena e média dimensão - PME). As boas notícias prendem-se com a quantidade de propostas recebidas e com as áreas mais solicitadas pelas candidaturas. As más notícias relacionam-se com a previsível rejeição da maior parte das candidaturas, bem como com o relativo baixo número de candidaturas de Portugal.

 

Em relação à quantidade, foram entregues 2666 candidaturas provenientes de 35 países (UE 28 e países associados), o que demonstra a apetência por instrumentos deste tipo (dadas as dificuldades atuais das PME em obterem financiamento para projetos inovadores). Contudo, o financiamento disponível apenas apoiará 164 candidaturas (ou seja, 6,2% do total), o que significa que mais de 90% das candidaturas apresentadas não terão financiamento. Espera-se que numa 2ª fase de candidaturas do SME Instrument seja aumentada a dotação para este mecanismo de financiamento.

 

Outra questão a realçar pela negativa é a elevada concentração de candidaturas em poucos países, com 41% a serem provenientes de apenas três: Itália (16,4%), Espanha (15,8%) e Reino Unido (8,7%). Ou seja, mantem-se uma das características do programa antecessor do Horizon 2020 (o 7º Programa-Quadro de I&DT), com os países de menor dimensão a terem mais dificuldades em aceder a estes instrumentos. Portugal apresentou apenas 70 projetos (2,6% do total) sendo, contudo, o 12º país com mais candidaturas apresentadas.

 

A realçar pela positiva, o enfoque das candidaturas em áreas tecnológicas emergentes e em novas formas de inovação. A área que recebeu mais candidaturas foi a da “inovação aberta disruptiva” (888 candidaturas, 1/3 do total), seguida pelos “sistemas energéticos de baixo carbono” (372 candidaturas) e pela “nanotecnologia” (305), enquanto que as áreas com menos candidaturas recebidas centraram-se nas “infraestruturas criticas urbanas e nas tecnologias ligadas ao mar (blue growth). Sendo a inovação aberta uma área relativamente nova, é de destacar este facto, podendo significar que as empresas (em especial as PME) podem estar a dar uma maior atenção a novas formas de criar e de gerir a inovação, gerando maior valor acrescentado para as suas atividades.  

 

De relembrar que o SME Instrument é especificamente dirigido às PME, englobando três fases: a Prova de Conceito (apoio financeiro de €50 mil), o Desenvolvimento e Demonstração (operacionalização do Plano de Negócio, com apoios entre €500 mil e €2,5 milhões) e a Entrada no Mercado e Comercialização, com recurso a mecanismos de financiamento já existentes no âmbito dos programas europeus, nomeadamente instrumentos de capital de risco.

 

 

Mais informações em http://ec.europa.eu/easme/SME-instrument-celebrates-first-great-success-after-first-cut-off-date_en.htm